A viagem a S. Miguel foi em Abril, mas ainda não conseguimos tirar a ilha da cabeça… ou a cabeça da ilha, como quiserem.
Decidir o destino foi simples. Já queríamos ir a uma das ilhas há muito e começámos, então, por aquela de que todos falam.
O voo correu muito bem. A Leonor passou boa parte do tempo a desenhar e a meter conversa com os passageiros da frente e também com os que seguiam atrás de nós. Por muito que lhe explicássemos que as pessoas queriam sossego, as mesmas acabavam gentilmente por dizer “não faz mal, deixe estar” e ela lá continuava na sua busca incessante por sorrisos e palhaçadas, olhando para nós como quem diz “estão a ver? os senhores gostam!”.
Aterrámos em Ponta Delgada pela hora de almoço. O Martim foi buscar as malas, eu fiquei sentada num dos bancos a dar a sopa a Leonor e juntos fomos, depois, buscar o carro que já estava alugado (deixámos tudo tratado antes!).
De barriguinha mais composta, a Nonô dormiu até ao hotel, que era precisamente no centro da cidade. Ficámos nos fantásticos Armazéns Cogumbreiro – mas já lá vamos!
Foi chegar, deixar as malas no apartamento e descer para almoçar! Assim que sentiu o cheirinho da comidinha boa, quem é que acorda? A pequenina, pois claro! Acorda e acorda com apetite que os ares de S. Miguel deixam qualquer alminha com fome!
Estômagos recompostos. É hora de ir fazer uma das coisas que mais gostamos quando estamos em viagem: passear e conhecer, sentir as gentes e os costumes.
A ilha tem, da Ferraria ao Nordeste, cerca de 84 km e, graças às boas estradas, é possível conhecer vários locais num só dia. Alguns deles, ao ritmo destas “meninas” vestidas de preto e branco aqui na foto.

S. Miguel é um encanto! De uma ponta à outra. É caso para dizer “tem sempre ponta por onde se lhe pegue”. Há lugares mágicos e tentámos registar a maioria em fotografias, mas algum nos escapou certamente!
S. Miguel é mais do que palavras.
S. Miguel merece mais do que um texto.
S. Miguel é Amor, é Família, é Vida, é Mar, é Verde, é Silêncio.








É isto tudo e tanto mais.
Mas façamos uma pausa em toda esta beleza para que conheçam então o sítio maravilhoso onde ficámos alojados. Foi um primo que tratou de tudo. Recomendou e reservou. Nós só tivemos que largar a nota (que não foi assim tão grande, calma!).
Os Armazéns Cogumbreiro ficam no centro histórico de Ponta Delgada. O edifício sofreu uma profunda intervenção e renasceu como alojamento local (com 9 apartamentos T0 com nomes de cada uma das ilhas – nós ficámos no “Pico“), cafetaria e geladaria.
Todos fizeram tudo para que a nossa estadia corresse lindamente, sempre preocupados com a Leonor.
O apartamento era enorme, tinha janelas com vistas fantásticas para a cidade, TV, wi-fi, berço, cadeira da papa (se precisarem e pedirem, claro!), uma bancada de cozinha, frigorífico, chaleira, mesa com cadeiras (se quiserem comer sempre em casa)… enfim… tudo preparadíssimo para famílias.
E não, não nos pagaram para falar deles! É de coração mesmo!

Andámos muito de carro. A pé, só mesmo no centro e ao longo de toda a marginal de Ponta Delgada. Alugámos o carro no aeroporto, já com cadeira auto. E aqui queria roubar uns minutos da vossa atenção para explicar o seguinte: não levámos a cadeira auto da Leonor, porque:
1) eram poucos dias;
2) confiámos que a cadeira de aluguer seria boa e confortável;
3) não queríamos complicar.
Ora, a cadeira confortável devia ser – apesar de não parecer – porque a Leonor adormecia com regularidade. Em termos de segurança, deixou muito a desejar. E deixámos isso mesmo registado junto da empresa. A começar pelo rapaz do aeroporto que confessou nunca ter ouvido falar em Rear Facing. Disse que sempre colocou as cadeiras viradas para a frente. Não perdemos grande tempo com explicações. Ele achou curioso e nós fomos à nossa vida.
Era importante que todas as empresas de aluguer de carros tivessem isto em consideração e apostassem em cadeiras auto boas e seguras para as crianças.
E com tantos km de carro, claro que há uma história que não podia ficar por contar: um furo!
“O que foi isto?“, pergunto eu.
“Já fomos.“, diz ele.
“Papáaaaaa“, acrescenta a Nonô que ia a dormir lindamente e que acorda sempre que antevê um cenário de “festa” ou, neste caso, de possível saída para a rua para “bincá” (brincar).
Uns contactos para a assistência e tudo se resolveu da melhor forma, felizmente.


E agora vamos falar de algo que interessa a toda a gente quando viaja: restaurantes, claro.
Um dos nossos preferidos foi o da Associação Agrícola. Comida excelente, baby friendly e muito acolhedor. O Martim escolheu o Bife à Associação e eu… meio bife (EXISTE!!!) do qual comi METADE. Por isso, avaliem bem a dimensão do vosso estômago antes de pedirem! 🙂 As doses são muuuuuuito bem servidas!

Outro que também adorámos, mas muito mais pequeno, foi a Taberna Açor. Excelente opção para jantar em Ponta Delgada – e a Leonor até já chamava os empregados pelo nome!
Não posso fechar este capítulo dedicado à boa comidinha sem vos falar n’ O Américo. Fica nos Mosteiros e, apesar do tempo que estivemos à espera de mesa, valeu a pena também! Todos mega atenciosos! Pedimos polvo assado com batatas e, claro, lapas! Para além da Kima – obrigatório!


Se vos continuar a falar de comida e bebida desta ilha, nunca mais daqui saímos!
E ainda vos quero mostrar os sítios onde andámos a chapinhar com a pequenina: as Termas da Ferraria e o Parque Terra Nostra – de sonho! Ora vejam…


Claro que depois de tantos banhos, não podíamos deixar de nos aventurar para chegar à famosa Lagoa do Congro. Nem vale a pena falarmos aqui da distância absurda que percorremos a pé com a miúda ora ao colo, ora pela mão. Porque no fim, meus amigos, compensa muito! Mas se tiverem crianças pequenas, levem um sling ou outra qualquer forma de babywearing! Isso e força nas canetas!
De S. Miguel trouxemos óptimas recordações e o coração a transbordar.










Até um dia, Ilha Verde!



